Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

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Campanhas de prevenção devem atingir os jovens, diz Youtuber que tem o vírus

Postado Dia 4 de dezembro de 2017
O youtuber Gabriel Comicholi resolveu contar para o mundo que tem HIV, assim que soube. Isso faz um ano e meio.
 
Em abril de 2016 ele estreava seu “HDiário”, onde relata e mostra como são os primeiros momentos de quem, de repente, se descobre com o vírus. No caso dele, o achado veio em um exame “de rotina” por conta de uma suspeita de caxumba.
 
As histórias passam por vários pontos, como o desastroso primeiro encontro com um infectologista (ele trocou de médico) e os efeitos dos remédios antivirais, como “grogueza”, moleza, calor e tontura (que somem depois de um tempo –hoje ele diz não sentir efeito colateral algum).
 
Em uma avaliação sucinta dessa breve trajetória, Gabriel conta ao blog Cadê a Cura? que todas essas mudanças em sua vida o deixaram mais humano e o fizeram ter muito mais cuidado com a saúde.
 
Hoje, aos 22, ele se sente satisfeito por agir como uma espécie de “ponte para a informação”, atingindo pessoas que dificilmente receberiam a mensagem por meios tradicionais.
 
“O número de jovens em risco é grande e eles consomem mídia de maneira muito diferente hoje em dia. Não adianta fazer campanha para jovens em um canal de TV se o público-alvo dele são mulheres entre 54 e 70 anos”, diz.
 
Uma tecla em que Gabriel bate frequentemente é o uso de camisinha. “Todo mundo sabe que existe, mas poucos sabem todas as suas funções. O que mais aparece é o uso dela para prevenir gravidez precoce. Aí, um mês antes do Carnaval, aparece uma campanha. Mas ninguém consegue assimilar da forma como é colocado”.
 
Quanto à origem de sua própria infecção, o youtuber diz até tê-la investigado, mas não se recorda de nenhum possível deslize. “Nunca tive relação sem camisinha”. O que importa para ele, no entanto, é o que ele pode fazer para si mesmo e para os outros a partir de agora.
 
ORGÂNICA
 
Ele defende que no tema HIV/Aids haja uma comunicação “mais orgânica” e eficaz. “A informação que chega para mim não é a mesma que chega para uma travesti negra de periferia.”
 
Em sua avaliação, a principal questão é que o HIV e a Aids hoje se tornaram um “problema mais social do que físico, de saúde”.  “Não existe mais uma ‘cara’ da doença, o tratamento está avançado. O que precisamos é realmente lutar contra o preconceito e a falta de informação que faz os números ainda hoje crescerem. Não é algo que se possa jogar para debaixo do tapete. Precisamos curar o preconceito e quebrar o estigma para falarmos mais sobre isso”.
 
Fonte: Folha Uol
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