Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2019

Rondônia

31c

Com dois de Tcharlles, Genus vence ASA e leva boa vantagem para AL

Postado Dia 7 de abril de 2016

Jogando no Estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho, Aurigrená larga na frente e pode até perder por um gol de diferença no jogo da volta, no dia 28, em Arapiraca

Por GloboEsporte.com

Com dois de Tcharlles, Genus vence ASA

Com dois de Tcharlles, Genus vence ASA

O Genus aproveitou a atuação apática do ASA no primeiro tempo e, com dois gols de Tcharlles, conquistou a vitória na estreia da Copa do Brasil. Tem boa vantagem. Nesta quarta, a partida foi disputada no Estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho, e as equipes voltam a jogar no dia 28, às 21h30, em Arapiraca.
Com a vitória no primeiro jogo, o time de Rondônia pode até perder por um gol de diferença que garante vaga na segunda fase da competição nacional. Para seguir no torneio, o Alvinegro precisa vencer por três gols de diferença. Caso devolva o placar, o confronto será decidido nos pênaltis.

Atletas do Rolim de Moura denunciam maus tratos, e presidente deixa cargo
Entre as denúncias estão alimentação inadequada, condições ruins dos alojamentos e até apropriação indébita de dinheiro dos jogadores; treinador Manuel Filho nega

Por Rogério Aderbal

Atletas do Rolim de Moura denunciam maus tratos, e presidente deixa cargo

Atletas do Rolim de Moura denunciam maus tratos, e presidente deixa cargo

A trajetória do Rolim de Moura no Campeonato Rondoniense nunca foi de expressão. Sem títulos ou grandes conquistas, o clube fundado em 2002 seguiu por 14 anos disputando ora a Primeira, ora Segunda Divisão com muita força de vontade e torcida animada, mas sem fôlego para chegar às finais. No entanto, ainda no primeiro turno do estadual deste ano, o Tigre da Zona da Mata encara uma crise fora das quatro linhas que resultou na troca de presidente e pode ser responsável por tirar de vez o clube das competições.

Um grupo de jogadores acusa o técnico Manuel Filho de maus tratos. Entre as denúncias estão alimentação inadequada, péssimas condições dos alojamentos e apropriação indébita do valor cobrado pela profissionalização dos atletas.
O treinador, também responsável pela administração do clube, nega as acusações e afirma que tudo não passa de mal entendido entre jogadores que não estão sendo utilizados no campeonato. Ex-presidente e um dos fundadores do clube, Arthur Lima diz que os trabalhos não estavam acontecendo como combinado, por isso renunciou ao cargo no início da semana. Juarez José da Silva, o Jabá, é o novo presidente.

Jorge Costa, de 25 anos, um dos atletas que fizeram a denúncia, afirma que o elenco do Rolim de Moura é formado por cerca de 40 jogadores, mas apenas 28 são utilizados pelo técnico. Os demais são obrigados a treinar separadamente. Não necessariamente, segundo ele, por questões técnicas.
– Ele cobrou de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil desses jogadores (que treinam separadamente), dizendo que era para a profissionalização, mas até agora a maior parte deles não está regularizado, e ele não devolve o dinheiro para irmos embora. Outra coisa errada é que ninguém aqui recebe salário. Todos estavam cientes disso quando vieram para cá, só que o técnico quer que todos assinem um documento dizendo que estamos recebendo mesmo sem recebermos nada – acusa.

Outro atleta, que não quis se identificar, diz que o grupo que está treinando separado dos demais não pode mais entrar no estádio para acompanhar o time.
– Ele disse que não fazemos mais parte do elenco, então se quisermos assistir aos jogos teremos que comprar ingresso. Mas como vamos comprar se não recebemos nada? E o dinheiro que tínhamos ele pegou e não devolveu. Ele não resolveu nossa situação. Nesse grupo tem pais de família que estão aqui desde novembro, e o Manuel não resolve a situação deles. Por isso estamos juntando mais provas para poder denunciá-lo, porque esperamos que ele responda por isso.

Ainda de acordo com este jogador, na última semana um companheiro do grupo dos afastados fraturou a perna durante o treino e foi abandonado pela comissão técnica.
– Ele está no alojamento esperando uma vaga para fazer uma cirurgia em Cacoal (município do estado de Rondônia), mas a única ajuda que recebeu até agora foi de um amigo, que comprou alguns medicamentos para ele – desabafa.

O jogador afirma ainda que os afastados são obrigados a se alimentar depois que os demais jogadores já comeram. A denúncia continua com as precárias condições do alojamento.
– Todo dia nós só comemos depois das 13h, e muitas vezes o prato tem apenas arroz, feijão e salsicha. Quando o Rolim foi jogar em Guajará, ele (Manuel Filho) nos deixou dois dias sem comida. Nossa salvação foi um vizinho que nos arrumou o que comer. Aqui falta água direto, e os banheiros estão sujos e quebrados. Somos obrigados a ficar amontoados dentro desses alojamentos. Alguns acabam tendo que dormir no chão, por falta de colchões.

Dr Guilherme
FA produçoes
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